Notebook com 192 GB de memória: pra quem isso realmente serve
A nova linha da AMD chega com quantidade de memória que até pouco tempo só existia em estação de trabalho de mesa. Nem todo mundo precisa disso.
A nova linha da AMD chega com quantidade de memória que até pouco tempo só existia em estação de trabalho de mesa. Nem todo mundo precisa disso.
A nova linha Ryzen AI Max PRO 400 da AMD, anunciada essa semana, chega com até 192 GB de memória unificada em formato de notebook, quantidade que até pouco tempo só existia em estação de trabalho de mesa. A pergunta natural é: quem realmente precisa disso?
Não é pra edição de planilha
Uso de escritório comum, e-mail, planilha, navegador com várias abas, roda tranquilo com uma fração dessa memória. 192 GB não é sobre rodar mais programa ao mesmo tempo, é sobre rodar um tipo específico de carga de trabalho: modelo de inteligência artificial local, sem depender de nuvem.
Onde a memória unificada faz diferença
Quanto maior o modelo de IA, em número de parâmetros, mais memória ele exige pra rodar. Modelo que antes só cabia em servidor de data center, com GPU dedicada cara, passa a caber num notebook com memória unificada generosa. Isso interessa a quem desenvolve com IA, trabalha com dado sensível que não pode sair da máquina local, ou precisa rodar modelo em campo, sem internet confiável.
Pra quem não se encaixa nesse perfil
Pra empresa cujo uso de IA é via navegador, consultando um serviço em nuvem, essa quantidade de memória não muda a experiência. O ganho é específico de quem processa modelo localmente, não de quem usa IA como serviço.
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