Economia circular em TI: quando recondicionar vale mais que comprar novo
O mundo gerou 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2022, e menos de 1/4 foi reciclado de forma documentada. Veja quando recondicionar equipamento compensa.
O mundo gerou 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2022, e menos de 1/4 foi reciclado de forma documentada. Veja quando recondicionar equipamento compensa.
O mundo gerou 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2022, o equivalente a 1,55 milhão de caminhões de 40 toneladas, formando uma fila que daria a volta completa no equador. Desse total, menos de um quarto (22,3%) foi coletado e reciclado de forma documentada, segundo o Global E-waste Monitor, relatório conjunto da ITU e da UNITAR. O volume cresce cerca de 2,6 milhões de toneladas por ano, com projeção de chegar a 82 milhões de toneladas até 2030.
Por que isso não é só pauta ambiental
Para uma empresa, cada notebook, servidor ou switch trocado antes do fim da vida útil real é dinheiro literal jogado fora duas vezes: uma vez na compra do equipamento novo, outra na perda do valor residual do equipamento antigo, que muitas vezes ainda tem vida útil produtiva.
Quando recondicionar faz sentido
Nem todo equipamento é candidato a recondicionamento, mas a lista do que costuma valer a pena é maior do que a maioria das empresas assume:
- Servidores e switches de rede: hardware corporativo é projetado para vida útil de 7 a 10 anos, mas muitas empresas trocam por ciclo de renovação de 3 a 5 anos por hábito, não por necessidade técnica real.
- Notebooks de uso administrativo (não desenvolvimento pesado ou design): upgrade de SSD e RAM costuma resolver a maior parte da sensação de "máquina lenta", a uma fração do custo de troca completa.
- Monitores: tecnologia que praticamente não fica obsoleta funcionalmente. Um monitor Full HD de 5 anos atrás continua tão útil hoje quanto era.
Quando comprar novo realmente compensa
O outro lado da moeda também importa: equipamento com falha de hardware recorrente, consumo de energia desproporcional ao desempenho (hardware muito antigo costuma ser ineficiente energeticamente), ou incompatibilidade com software ou sistema operacional atual que a empresa precisa rodar, geralmente justifica troca. A economia circular não segue a regra de "nunca comprar novo": cada caso pede decisão própria, baseada em custo total, não só no preço de etiqueta.
O que fazer com o equipamento que sai de circulação
Doação para ONG, revenda para recondicionadora especializada, ou pelo menos descarte em ponto de coleta certificado. Jogar equipamento eletrônico no lixo comum é ilegal na maioria dos municípios brasileiros e contribui diretamente para a estatística de e-waste não documentado mencionada acima.
Referências
- UNITAR: Global e-Waste Monitor 2024
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